Por José Ney Lopes
Já vivi momentos encantadores na minha vida, mas quando fui convidado pela minha namorada, Karla, para ver o nascer do sol e fazer uma caminhada à beira mar na manhã deste domingo 24 de janeiro, entendi o verdadeiro significado do inexplicável, pois não há como expressar tudo que senti naqueles dois quilômetros de caminhada, mas mesmo assim tentarei contar um pouco desta experiência única.
Logo ao sair do hotel, no silêncio do amanhecer, percebi o canto dos pássaros e senti a forte maresia vindo a cem metros da praia de Taperapuan em Porto Seguro. Ao tocar os pés na areia avistei o sol radiante, com sua força total. Caminhando à beira mar e sentindo as águas tocarem meus pés e o sol na minha pele, observei os nativos se preparando para receberem os turistas, e os turistas se preparando para receberem a energia do mar e só assim pude entender a sintonia, animação e o bom humor de quem frequenta as praias de Porto Seguro. Pela minha caminhada pude ver um baiano pescando “de anzol” e o caranguejo sendo jogado pelas ondas na areia e lutando para voltar à imensidão do mar. Minha avó, Reneia Lopes, que hoje está junto de Deus, afirmava que todo Ser Humano deveria ir ao mar pelo menos uma vez na vida, agora consigo acompanhar seu raciocínio e entendi que conhecer o mar não é só dar um mergulho e curtir o que te oferecem, para conhecê-lo tem que buscar a paz deste imenso lençol de águas salgadas. Sendo assim, aconselho aquelas pessoas que pretendem passar suas férias em qualquer cidade do Brasil banhada pelo mar, que faça caminhadas, não para perder quilinhos, mas para ganhar essa grande e inexplicável experiência.
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